Tenho feito algumas palestras por aí. Basicamente mostro as ideias que realizei como inovação em comunicação e, como consequência, quais prêmios ganharam e o que as ideias realizaram por mim. Depois, muitas perguntas são feitas. E uma me marcou tanto que estou pensando nela até hoje.
Há uns 3 anos alguém me perguntou: "Mas quando você sabe quando levar uma ideia pra frente e quando desistir?"
Pergunta bem simples, mas a resposta, não consegui dar até hoje.
Vale uma reflexão aqui, principalmente nesse momento da explosão das startups.
Nas minhas andanças pelo mundo da inovação, e um pouco de empreendedorismo, tenho visto de tudo. Gente que vai longe demais por uma ideia, sem perceber que ela não irá trazer nada. E gente que desiste muito cedo de ideias que poderiam mudar vidas.
Mas como descobrir o que fazer? Desisto? Vou em frente?
Não vou ousar responder isso com formulas ou regras, simplesmente não dá.
Nesse momento existe uma coisa que você precisa ter: sensibilidade.
Uma sensibilidade quase artística.
Então vamos olhar um pouco pro mundo das artes e procurar respostas:
"What one does is what counts and not what one had the intention of doing". (Pablo Picasso)
Boa Palblito, já deu uma resposta pra gente: vá até o fim, sempre.
Uma ideia na cabeça e nada, é melhor o nada, pelo menos você não fica frustrado.
Mas quando é o fim?
Leonardo Da Vinci demorou 5 anos para pintar a Monalisa, e nunca entregou. A obra ficou com ele a vida toda. Ele acreditava que não estava boa, nem pronta.
"To finish a work? To finish a picture? What nonsense! To finish it means to be through with it, to kill it, to rid it of its soul – to give it its final blow; the most unfortunate one for the painter as well as for the picture". (Pablo Picasso)
Poxa Pablito, agora complicou?
Nunca termina?
Não.
Você quem determina o fim.
E aí está a inteligência e sensibilidade que só o tempo e algumas ideias realizadas te trarão.
Meu conselho é: se você não sabe o que fazer, encontre quem sabe.
Procure aprender com quem teve uma inteligência emocional tão grande que ficou imortal por isso: os grandes artistas.
Esses caras não existem só pra serem estudados e apreciados por gente com a mão no queixo. Eles existiram pra te ensinar a ser sensível.
Procure ter inteligência emocional pra entender os sinais que vem da sua volta, e entender quando parar.
Se as pessoas não se empolgam, sua ideia está sendo "empurrada" e quando você começa a falar dela, tem a impressão de que todos são idiotas.
Adivinha?
Você é o idiota.
Tem dúvidas?
Recorra à arte.
Procure conhecer a história de grandes artistas.
Te garanto que saber quando parar na arte é muito mais difícil do que na inovação.
Afinal num mundo de Zuckerbergs, quem tem a sensibilidade de Picasso será um Steve Jobs : )